Filho de ex-secretário é acusado de sequestrar filha de oito anos

Fato aconteceu quando a menina foi passar as férias, em meados de julho, na casa do homem
Foto: Reprodução

M.P.A, enfermeira de 34 anos, acusa o ex-marido, J.V.A.P.A, 37, advogado e filho do ex-secretário de  Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, Air Praeiro, de ter sequestrado a filha deles, de oito anos, com a ajuda de familiares. De acordo com a mulher, o fato aconteceu quando a menina foi passar as férias, em meados de julho, na casa do homem, em Bauru (SP). Desde então, o advogado se recusa a devolver a menina. O caso corre em segredo de justiça, e por se tratar de menor, os nomes foram abreviados.

Ao Capital Notícia, a enfermeira relatou que eles se relacionaram por aproximadamente nove meses até que ela engravidou. Eles se separaram no início da gravidez e nunca ligou para a criança, até nascer. Disse ainda que ele sempre foi abusivo, principalmente quando bebia. Devido a isso, foi preciso que ela entrasse com um pedido de medida protetiva contra o homem, alegando que ele fazia diversas ameaças.

No boletim de ocorrência consta que a declarante e o advogado estão separados, mas que combinaram compartilhar a guarda da criança, convivência em finais de semana alternados/duas vezes por semana. A menina vive com a mãe e um irmão de seis anos, em Cuiabá. Já o advogado tem residência em Bauru, no interior de São Paulo.

Conforme a mãe da menina, esta não seria a primeira que o homem teria descumprido o acordo. Por três vezes o homem teria tentadi alterar o domicílio da criança e impedir a convivência com ela. Porém, nas duas primeiras, ele devolveu a menina sem que fosse necessário realizar a busca e apreensão da menor.
 
Em razão dos fatos, a defesa da enfermeira entrou na Justiça, temendo que em uma próxima oportunidade o advogado pegasse a criança e não mais devolvesse. Porém, o juiz do caso disse que iria analisar a suspensão da convivência após a realização do estudo psicossocial, o que não aconteceu até o presente momento.
 
No dia 14 de julho deste ano, a menina foi entregue ao pai, para que ela passasse o recesso do mês, fixando data da devolução da menor no dia 18 de julho, o que não aconteceu.
 
Em razão do último descumprimento foi determinada nova busca e apreensão da criança. Porém, ela não foi encontrada. Na ocasião, o advogado teria supostamente escondido a filha e ainda desacatado os policiais.
 
A mãe da criança voltou para Cuiabá após passar dez dias em Bauru (SP) tentando localizar a filha. O juiz foi informado do fato, determinando que houvesse nova busca e apreensão da criança com reforço policial.
 
No dia 14 de setembro, a enfermeira foi novamente para o interior paulista, onde se tentou cumprir pela quarta vez o mandado de busca e apreensão da menor. Porém, o pai da criança, junto com avó paterna, permaneceu escondendo-a, conforme a denúncia.

Nesta quinta-feira (23), o oficial de justiça com reforço policial foi cumprir a busca e apreensão e ficou sabendo que a avó e a bisavó, ambas paternas, teriam supostamente sequestrado à menina e a levado para Camboriú (SC), na intenção de não entregá-la para a mãe.
 
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi imediatamente informada e localizaram as duas mulheres na estrada, retornando da cidade de Ourinhos (SP). Nesta cidade, a avó paterna teria entregado a criança para uma tia, para que ela levasse a menor até o interior catarinense.
 
A avó e bisavó paternas teriam sido conduzidas por desacato a autoridade. Agora, a Polícia Federal Rodoviária encontra-se tentando localizar a tia paterna e a criança.
 
A enfermeira está sem ver a filha desde o dia 14 de julho. Segundo ela, o irmão da menor chora por diversas vezes querendo ver a irmã.

A advogada da mãe da menor, A. L. R., relata que sua cliente está em estado emocional muito abalado e que segue apreensiva à espera de um desfecho positivo para o sequestro de sua filha.
 

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